terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Espera.


  Hoje de madrugada, como estava falando com ele, fui dormir tarde. Quando fui deitar, foi inevitavel não olhar para o céu. É, esse é um dos meus vícios, a lua. Não a achei. Mas as estrelas, do mesmo modo que  tomavam conta do céu, tomaram conta de mim. Deitei as olhando, e elas me fizeram pensar sobre minha vida. Sobre meus anseios naquele instante. Como eu queria que ele estivesse comigo agora.
  Mas a cada dia percebo, que o amor não poderia mesmo ser experimentado sem a dor, ou fora dela, melhor dizendo. Costumo pensar que paixão sobrevive de pressas, o amor, de demoras. Sou capaz de esperar o tempo que for pra tê-lo comigo. Acredito muito em Deus, e sei que tudo que acontece na minha vida, é obra dele, por um motivo ou outro. Sei que foi ele que nos concebeu esse amor. Só que o amor é uma construção que requer empenho, assim como a trama dos teares, que requer demora na escolha das linhas e das cores. Eu o espero, e sei que ele espera por mim.

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