O mundo vira de ponta cabeça e gira ao contrário, e nos exige que continuemos em pé e com a bandeja com taças de champagne intactas. Novamente me vejo com duas estradas na minha frente, uma completamente diferente da outra, e ambas me mostrando a felicidade de formas diferentes. Uma eu vejo uma grande liberdade, que talvez eu possa sim confundir com libertinagem. Nela vejo mil pessoas diferentes, mil lugares diferentes, ações minhas diferentes e pessoas em minhas mãos diferentes. Isso me provoca, provoca a parte humana de mim, me chama a atenção, me deixa curiosa pro amanhã. Na outra, vejo uma estrada cheia de buracos e árvores caídas pelo caminho, me vejo sentindo saudades imensas, e me privando de todo esse novo que vi na outra estrada. Mas, vejo um amor, daqueles que nos faz perder o chão e o ar, daqueles duradouros e sérios. Porém um amor que trás grandes provações, e que estará comigo fisicamente pouca parte dos meus dias, um amor dito por todos: impossível. Se vale a pena? Como vale! Mas e se eu o tiver enxergando de forma diferente que deveria?
Parece que gostam de me testar, pois quando acho que esta tudo se estabilizando, vejo essas duas estradas. Quando acho que decidi por uma, a outra se revela encantadora e me testa. Sei que na vida temos muitas escolhas pra fazer, mas uma boa parte delas, eu ainda enxergava ou sentia qual era a melhor, qual era pra eu seguir. Como fazer agora, que derrepente não consigo caminhar?
Eu e essa minha mania de não me permitir errar.

