quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

H.

Acredito eu que não se tem nem como classificar esse sentimento. Queria poder tomar suas dores, pegá-las pra mim, carregar essa cruz - nem que seja sozinha - por ti, e ao mesmo tempo me mostrar forte. Queria poder afastar essas coisas ruins que tanto te rodeiam, mandá-las embora, de uma vez por todas. Dá vontade de eu começar uma vida nova por você, da vontade de fazer você nascer de novo como um dia eu o fiz, quem sabe assim eu veria um sorriso sincero em seu rosto, afastando um pouco esse olhar triste e vazio, sem fé, sem esperança. 
Queria poder, num simples estalar de dedos, te mostrar uma luz, te fazer crer mais do que já crê, ou melhor, te fazer crer de verdade em algo, depositar sua confiança nisso. Sei que não posso fazer nada disso, mas um dia eu disse pra mim mesma que acreditaria por quem não acredita, que confiaria por quem não confia. Me dói ver, acho que é a coisa que mais me machuca. Por favor, veja-me ao teu lado, veja que seguro sim as pontas por você, veja que eu quero lhe ajudar a sair dessa, veja que temos vida, e temos uma a outra, e isso basta. Sei que por muitas vezes não lhe entendo, te critico muito, mas no fundo, sei que fazes pelo meu bem e não ao contrario. Acho que por isso que fico tão feliz e aliviada quando alguém me diz que tudo bem eu não ir, ou não fazer, porque no fundo, eu quero conseguir entender, quero te compreender, e quero conseguir tua confiança por mérito próprio. Somos de longe perfeitas, de não tão longe parecidas. Acho que é por isso que sinto tanto tua dor, essa tua angustia, esse teu medo, e não estou mais aguentando senti-los em você. Passe-os pra mim, alivie teu coração, se faça pura em espírito. Eu prometo que carrego esse 'carma' por você, prometo que o mando embora de uma vez por todas. Você é minha missão agora. É por você que estou aqui. Acredite em mim, confie em mim, me entregue suas dores, e deixa que eu acabe com elas. Olhando as estrelas, pedi pro cara que está acima delas te pegar no colo, te proteger, te fazer feliz, ao menos um pouco, uma felicidade que a tempos não vejo em ti, e que tanto preciso ver pra viver.

sábado, 18 de dezembro de 2010

Agora é sua vez.

É estranho voltar. Ando pelas ruas, e parece que vou tendo vário 'dejavus'. Revejo as pessoas, saio nos bares como alguns anos atrás, e ao mesmo tempo que parece que nada mudou, vejo tudo diferente. 
É bom estar aqui novamente, sinto que minh'alma se alegra mais, apesar de tamanhas tempestades que terei de enfrentar aqui. É gostoso a sensação de olhar ao redor e ver aqueles que considero tanto, aqueles que me seguraram quando ia cair, que viveram comigo as fases mais tensas e boas da vida... Que cresceram junto, de corpo e alma! Uns com pouco tempo de convívio, mas que a alma reconhece bem. Outros com tanto tempo que quase não se acredita que tudo isso se passou. Esses anos longe, sempre me senti perto, mesmo quando passava meses sem conversar com nenhum deles. Via recados, mensagens, que mostrava que algum deles ao menos lembrava de mim. Parece meio depressivo isso, mas é verdade. O sentimento de solidão quando nossa vida muda tanto e nos afasta do que éramos acostumados, é muito forte. Aquele clichê de sempre: 'mesmo rodeado de gente, me sinto só'. Infelizmente é verdade, por isso que é tão bom e significante sentir que se lembram de nós, o ser humano precisa disso. Por isso, saiba: nunca deixarei você esquecer que eu não lhe esqueço. 
Deixe que essa fortaleza, que toda essa força que você finge pra mim e pra si mesmo que tem, se faça real. Levante a cabeça, e segue teu caminho, por mais difícil que seja, é o escolhido por Deus pra você. Quem sabe um dia, como eu, você retorne à tua casa de alma, veja aqueles que ama e que te querem bem, e sinta-se mais que nunca, da família.
Como é isso é estranho, ver seus amigos começando a passar por aquilo que sempre passei, e o pior, saber o quanto é complicado. Dá vontade de pegar no colo, de mostrar a direção, de segurar pra que não caia. Mas sei que não é assim, senão nada disso teria sentido, nada valeria. Tudo isso me fortaleceu, me fez amar mais minha família e a dar valor a tudo que tenho à minha volta. O sol após a tempestade é sempre mais bonito. Desejo que Deus esteja mostrando a direção de cada um de vocês, e que vocês nunca se afastem da estrada certa. Desejo força, coragem e fé. E desejo também que se lembrem de mim, da melhor parte de mim.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Não sei dar título nunca!

Odeio esse meu medo precoce, que tanto me atormenta, me rodeando a cada decisão. Seria tão mais fácil simplesmente meter a cara, e ver o que dá, do que ficar pensando nas consequências e tudo mais, mas acho que isso é humano né? 
Duas estradas se bifurcam na minha vida. Solução ou complicação, depende o ponto de vista. Ás vezes me acho até hipócrita por ter essas opções na mão, e ainda reclamar. É, talvez eu seja mesmo. Mas como não ter medo? Ainda mais eu, alguém tão insegura de si. Serás seeempre me rodeiam... Será que eu consigo levar isso tudo a frente, será que vou dar conta, será que é isso que quero...? E mais ainda aqueles "e se" que teimam em aparecer... E se eu não der conta? E se eu desistir depois de ter começado? E se não for isso que eu quero? E se.. E se...
Tudo isso porque depois de escolhida a estrada, não quero voltar atrás. Não me admito errar assim. Acho que me cobro muito, sei que é um pouco errado, mas tento fazer ao contrário, juro que tento.
Não quero mesmo escolher algo, mover montanhas pra que isso aconteça, me adaptar a tal, e depois ter que largar tudo. É humano demais pra mim. 
Espero conseguir fazer a escolha certa pra isso não acontecer, pra eu não ter que começar tudo novamente, e por outra estrada que me traga os mesmos "serás" e "e se", trazendo a tona as dúvidas e as consequências, respectivamente. O que se torna meu alento agora, é sentir que sim, ele estará comigo em qualquer dessas duas estradas. 

domingo, 5 de dezembro de 2010

05.12.10

              Sempre que nós estamos juntos
           É você quem liberta o mal de mim.




Te gosto Rafael. Thanks.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Não quero um novo adeus.

Mas minha vida corre com tanta pressa lá fora
Fotos passadas retratam toda a sua ausência
Vem me abraçar depressa neste doce reencontro
Sente aqui bem ao meu lado e conte uma história
Que logo chega um novo adeus 
 
E quando ouço o barulho da porta,
eu sinto a casa iluminar...

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010




















Eu só quero um amor sincero, que toque as minhas mãos, e faça a minha vida mudar.