terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Você?

     E essa lua, sugestiva, dando-me vontade de ter alguém aqui... Um amor novo, forte, maduro.
     Alguém pra aparecer na porta de casa do nada, na porta do quarto enquanto você dorme. Alguém para lhe chamar pra sair a qualquer hora, dar uma voltinha, almoçar ou ver a lua... Alguém para ver filmes e comer besteiras. Deitar e ficar abraçado. Alguém que te faça sentir aquele gelo na barriga, aquela ansiedade, aquela vontade de estar perto. Alguém que tome as atitudes. Alguém que te ajude a conviver e saiba lidar com suas inconstâncias e com suas dificuldades. Alguém que abra a porta do carro pra você. Alguém que, entre poesia e sinceridade, prefira a segunda. Alguém que passe na tua casa pra te dar um beijinho, e não ligue se você está de pijama. Alguém pra te beijar forte. Alguém que te dê experiências novas.
     Alguém que te faça amar, novamente.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

- Porque tanto tempo sem falar comigo? Não imagina o quanto senti sua falta.
- Me desculpa? Não tinha como falar contigo tentando não pensar em você.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Sim ou não?

Apesar dessa necessidade de amar e ser amado que o ser humano tem, todos sabemos que amores vem e vão. Assim como a chuva, o sol, os problemas. Sabemos também, ou melhor, acreditamos, que cada um possui a tampa da sua panela, o outro pé do chinelo, a sua alma gêmea, nos resta saber quem é. Não sei se acredito muito nessa de 'quando ser o certo você vai saber'. Botei minhas mãos no fogo, e acho que elas acabaram queimando um pouco, mas foi só um princípio de incêndio, um primeiro grau. Disse pra quem queria ouvir que era ele, e que eu tinha certeza. As pessoas próximas de mim, enxergavam claramente o nome dele estampado na minha face. Lutei contra muitos, pra tê-lo por perto, para saber e sentir que ele era meu. Não que me pertencesse, mas eu o tive como meu bem mais precioso, meu presente do céu. Sim, eu realmente o amei. Não sei se esse verbo deveria ser pronunciado e conjugado no passado, ele teima em ainda estar estampado no meu coração e nas minhas lágrimas que, como agora, teimam em cair ao pensar no nome dele, ao ver sua face imaginária no meu colo. Não sei se a estampa ainda está visível, mas está ali, sendo camuflada ou talvez lutando para se apagar sozinha. Eu diria que ele é sim tudo o que eu quero. Diria sim que é minha alma gêmea, e que meu ar fica muito mais respirável quando o tenho, quando o tinha. Mas, agora, estou sendo obrigada a apagar de vez seu nome. Acho que é minha sentença ficar sem ele. Queria mesmo saber se é ele realmente, queria ter todas as certezas, assim, eu o teria, mais quantos anos fosse preciso, mais quantos quilometros fossem necessários. Sim, eu aguentaria, eu suportaria e passaria por cima de tudo aquilo que me atrapalhou uma vez. Mas não tenho essa certeza, mentiria se dissesse que ele é tudo, e que aguento fácil não o ter aqui. 
Que Deus me perdoe se estiver gritando para mim, pois eu não o ouço. Que me perdoe se estou abrindo mão do homem que Ele quer pra mim, que criou pra me acompanhar o resto da vida. Isso está doendo, cada dia mais. Dor por estar cicatrizando, dor de saudades, dor da ausência, dor pela falta dele ou falta de alguém, dor de fim ou dor de início novo. Pergunta sem resposta, dor sem complemento. Minha bipolaridade me atrapalha até nisso. E isso cansa. E isso dói.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Stop.

O mundo vira de ponta cabeça e gira ao contrário, e nos exige que continuemos em pé e com a bandeja com taças de champagne intactas. Novamente me vejo com duas estradas na minha frente, uma completamente diferente da outra, e ambas me mostrando a felicidade de formas diferentes. Uma eu vejo uma grande liberdade, que talvez eu possa sim confundir com libertinagem. Nela vejo mil pessoas diferentes, mil lugares diferentes, ações minhas diferentes e pessoas em minhas mãos diferentes. Isso me provoca, provoca a parte humana de mim, me chama a atenção, me deixa curiosa pro amanhã. Na outra, vejo uma estrada cheia de buracos e árvores caídas pelo caminho, me vejo sentindo saudades imensas, e me privando de todo esse novo que vi na outra estrada. Mas, vejo um amor, daqueles que nos faz perder o chão e o ar, daqueles duradouros e sérios. Porém um amor que trás grandes provações, e que estará comigo fisicamente pouca parte dos meus dias, um amor dito por todos: impossível. Se vale a pena? Como vale! Mas e se eu o tiver enxergando de forma diferente que deveria?
Parece que gostam de me testar, pois quando acho que esta tudo se estabilizando, vejo essas duas estradas. Quando acho que decidi por uma, a outra se revela encantadora e me testa. Sei que na vida temos muitas escolhas pra fazer, mas uma boa parte delas, eu ainda enxergava ou sentia qual era a melhor, qual era pra eu seguir. Como fazer agora, que derrepente não consigo caminhar? 
Eu e essa minha mania de não me permitir errar.

sábado, 22 de janeiro de 2011

"Dizer aos outros que o tempo é o remédio para os amores impossíveis parece fácil. Assim como dizer que broto de goiaba fervido ajuda na dor de barriga. Esses dois são conselhos de minha avó, e que com certeza já sabia o que dizia em tempos remotos... O triste é fazer criança tomar o chá amargo do broto de goiaba e um ser apaixonado entender que o tempo lhe trará a resposta para o amor. Parece fácil, mas só eu sei e posso dar testemunho de que as duas coisas são verdadeiras... O chá amargo de minha avó realmente funciona com a dor de barriga e o tempo traz a calma para o amor impossível. Já experimentei os dois... O chá foi mais fácil de tomar, pois passei a velhinha pra traz, e assim que ela virou as costas adicionei açúcar... Já o tempo não... Tive de engolir dia a dia, como gotas amargas de fel... Sofrer cada dia, descer cada degrau da escada da ilusão sozinha... Provar do amargo, sem direito a acrescentar açúcar quando as pessoas viravam as costas. Os amigos tentaram ajudar, mas infelizmente em se tratando de amor, temos de caminhar sozinhos. Seguirmos á sós o caminho do regresso que outrora pisamos acompanhados. Mas hoje, eu posso afirmar com a maior certeza do mundo: O tempo pode não curar um grande amor, mas com certeza pode amenizar a dor de termos visto-o partir; ou então nos dará a chance de vivermos este amor novamente, porém mais maduros, um amor sólido, sem as euforias da adolescência e as dúvidas da juventude. Embora o amor seja constituído de dúvidas, pois amar é se entregar sem nenhuma garantia. Ou então o tempo nos dá a chance de consertar um coração quebrado, e ajeitá-lo para viver um novo amor...
Sei que é difícil se acreditar nestas possibilidades quando o coração está estraçalhado, em frangalhos, por um grande amor... Mas acredite... Somente o tempo dirá o valor que esse amor tinha e se realmente ele era o grande amor da sua vida. Por enquanto o melhor a se fazer é tomar o chá amargo do tempo e esperar que ele faça efeito sobre as dores da alma... Infelizmente ainda não tem remédio em farmácia melhor pra dor de barriga que broto de goiaba e para os amores impossíveis que o tempo..."

 Maria Rita Avelar.

Amores eternos.

Eu acredito em amores eternos, daqueles que acompanham a gente pela vida inteira, como se tempo e amor se fundissem num só elemento, tornando-se imutáveis, indestrutíveis.

Eu acredito em amores eternos, daqueles que vão com você para qualquer lugar, não importando o quão distante você esteja, por que a pessoa amada reside em seu próprio coração.

Acredito em amores eternos e sublimes, capazes de reconsiderar tudo, com suavidade, ternura e perdão. Acredito, sim, em amores para toda a vida, e além da vida, pois seria um tipo de amor unido à própria alma, e sem alma a vida não tem razão...

Amores eternos existem sim, e superam qualquer coisa, mesmo quando ninguém mais acredita neles, eles continuam sempre à espreita, esperando apenas um olhar, um retorno, uma reconciliação. 


-Obrigada por isso, Augusto Branco. Você conseguiu colocar em palavras tudo o que eu queria nesse exato momento.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Gosto

Sempre tento me definir, tento me enxergar, saber como sou e não consigo. Sei que gosto de flores, de perfume, de café -capuccino- quente, mas não tão quente. Gosto de doces, de besteiras, de demonstrações inesperadas de carinho. Gosto de beijos longos e fortes, gosto de abraço que faça-me sentir acolhida realmente. Gosto de olho no olho, gosto de palavras ditas e também as escritas, gosto de coisas concretas, de coisas reais, de coisas decididas e claras. Gosto de amigas que falam o que precisa ser dito, que falam aquelas coisas escondidas lá no fundo, gosto quando me pedem socorro, quando choram de saudade ou por alguma besteira, ou quando tem aquele problema que parece irreversível. Gosto também quando falam besteiras sobre qualquer coisa, mas que sejam sinceras e puras. Isso, gosto de pureza. Gosto de loucuras boas, de liberdade. Gosto de me sentir pura as vezes, livre de qualquer mal. Gosto quando alguém me livra desse mal, quando me protege, me segura nos braços. Gosto de andar descalço. Gosto de frio, gosto de filmes sérios e ao mesmo tempo, daqueles irreais, que fazem a pouca imaginação que tenho criar coisas loucas. Gosto das coisas programadas, no horário, quando for pra ser, e tudo muito bem planejado. Isso, para as coisas sérias. Gosto de coisas no improviso também, na hora, na loucura, na adrenalina. Gosto de azul. Gosto de futebol, adoro colocar minha esperança e minha fé ali, naquela hora, em algo tão distante e tão fora do meu poder de decisão, gosto de poder xingar alto naquela hora sem ouvir minha mãe reclamar das palavras feias, gosto das mensagens do meu pai dizendo: ''Goooooooooooooool do tricolor minha princesa, bj bj bj.'' Gosto de mato, mas odeio bichinhos chatos. Gosto de coisas novas, natureza pura, paisagem nunca vista, ao menos aos meus olhos. Gosto da lua, do céu escuro com seus pontinhos brilhantes, gosto do cheiro da noite que sinto da janela. Gosto dele. Gostaria de deitar e saber, ter a certeza de que esta pensando em mim. Gosto de sentir as coisas fortes, os sentimentos bruscos e reais. Gosto de alguns rituais que tenho dentro de mim que uso quando estou fazendo coisas normais, e assim, ninguém percebe. Gosto de cheiro de gasolina, e de cheiro de café também. Gosto de coisas antigas, tanto objetos como ações a moda antiga. Sou das antigas, gosto de casamentos e de amor duradouros e puros, de declarações, de provas, de simplicidade, de ser do outro cem por cento de quando puder ser. Gosto de transmitir meus sentimentos, porém gosto as vezes deles totalmente claros, e, as vezes escondidos onde só eu os possa sentir e talvez descreve-los aqui. Mas gosto de clareza quanto ao sentimento dos outros em relação a mim, percebi isso faz pouco tempo. Gosto de tantos gostos, tantos gostos opostos, e gosto do que eu não gostava a dias atrás, e amanhã posso gostar do que não gosto hoje. Mas gostaria muito de poder me definir, de poder me conhecer totalmente, e gostar disso também.

sábado, 1 de janeiro de 2011

Texto para Izabella Lorrayne!

É interessante você se ver nas pessoas. Ouvindo uma amiga, parece que me senti como ela um dia. Como se eu já tivesse passado por isso. Um amor que chega até mim de uma forma tão clara e intensa, e ao mesmo tempo, tão confusa e sem sentido. Ela, quando me fala dele, me passa carinho e imensa dureza nas palavras. Eu não o conheço, mas parece-me ser um homem que a ama tanto, e também me parece que ela não consegue acreditar nisso. Quem sabe por cicatrizes de relações anteriores, ou por falta de confiança em si própria.
A forma com que essas duas almas se juntaram é bela, incomum, isso que a faz bonita e pura. Dois seres parecidos em sua essência, buscando se completar. É bonita a forma como ela o define, meio sem definição. Dá pra sentir seu carinho nas palavras meio sem sentido. Ela o quer perto, ali ao lado, quer sentir o calor de suas mãos, sentir seu cheiro, senti-lo ali enfim, com todo o seu amor. Ela quer que a insegurança se torne segura, ela quer a certeza de que ele a ama, coisa meio difícil de sentir e saber. Ela usa uma máscara de dureza, de frieza, quando por dentro seu coração se derrete com o olhar dele, com suas palavras. E é quando o tem, que se sente inteira, completa, como se a laranja cortada encontrasse sua metade, com as mesmas medidas, o mesmo raio, diâmetro, espessura... Garoto, ela usa seu relógio sabia? E exibe a camiseta que ganhou de ti. Ela se sente segura, protegida contigo, mas ao mesmo tempo, não consegue crer no amor que você diz que sente. Dizem que mulher é assim, ainda mais quando ama. Ama, ama de verdade, ama incondicionalmente. Garoto, ela é uma jóia rara, sei que sabes disso. Mostre seu amor, a faça sorrir, a elogie e se mostre presente ali, da forma que ela precisa de ti. Sei que ganhará em troca, muito amor. Um amor que tanto buscamos sentir cada vez mais. Dê sem pensar em como vai ganhar, é a formula certa acredito eu. Uma utopia? Talvez seja, mas como é bom vive-la, se foi escolhido assim. Vive-la de forma saudável, os dois, só os dois, esquecer o mundo em volta, e ouvir o coração. Talvez isso tudo um dia passe não é? Nunca sabemos, portanto, viva esse amor da melhor forma, deixe que ela se sinta amada, como tanto busca sentir.
De Izadora, para Izabella.